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  PALESTRA SOBRE TERAPIA LARVAL ABORDA NOVAS TCNICAS PARA TRATAMENTOS DE FERIDAS
 
 

No dia 22 de março o Grupo de Estudo em Prevenção e Tratamento de Lesões Cutâneas (GEPPTELC) recebeu a Enfermeira Franciele Masiero, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Parasitologia da UFPel que ministrou a palestra “Terapia larval: desmistificando pré-conceitos”.

De acordo com a enfermeira, a cicatrização de feridas é um processo dinâmico, complexo e requer atenção especial, principalmente, quando se refere a uma lesão crônica. “Diante da elevada incidência de pacientes acometidos por feridas que não cicatrizam, tornam-se necessários novos tratamentos e abordagens”, salientou.

Segundo Franciele, a terapia larval, também conhecida como desbridamento biológico, é uma técnica que tem como princípio a aplicação de larvas de moscas terapêuticas e estéreis no leito da ferida. As larvas selecionadas para este fim só ingerem tecidos desvitalizados, não oferecendo, portanto, qualquer risco ao paciente durante o tratamento. Além da remoção do tecido necrosado, as larvas promovem, no leito da lesão: a desinfecção, a estimulação de formação do tecido de granulação, a angiogênese e a quebra e inibição da formação de biofilme bacteriano e/ou fúngico.

A palestrante afirmou que o desbridamento biológico é indicado para o tratamento de feridas de diversas etiologias, dentre elas úlceras (em pacientes diabéticos, pós-cirúrgicas infectadas), lesões por pressão, estase venosa e queimaduras. Franciele ressaltou que as contraindicações incluem: não aplicar as larvas em escaras (devido à espessura e resistência do tecido podem morrer sem conseguirem se alimentar ou por desidratação), em lesões cavitárias (possível perda das larvas no leito da ferida), em feridas hemorrágicas (a movimentação larval pode estimular o sangramento) e lesões próximas a grandes vasos (medida de precaução e segurança para o paciente).

Excluindo as limitações que estão associadas à sobrevivência das larvas, para os demais casos, a terapia larval é indicada. “Os únicos efeitos colaterais relatados durante a aplicação tem sido a sensação amena de queimação ou dor e prurido. Entretanto, a dor reportada pode ser prontamente controlada com o uso de analgésico oral ou a partir da remoção das larvas”, orientou a palestrante.

Além disso, a enfermeira explicou que, previamente à aplicação larval, é necessária uma avaliação da ferida, para que possa ser observado se ela atende as indicações deste tratamento. As larvas são mantidas no leito da lesão imprescindivelmente através de curativo oclusivo, que deve ser feito de forma que não esmague e/ou sufoque-as. As larvas podem ser mantidas por até 72 horas na lesão, sem que haja a necessidade de troca do curativo primário.

Para finalizar, Franciele destacou que a terapia larval é um tratamento que tem apresentado bons resultados para o reparo tecidual, contribuindo com a resolução de processos inflamatórios e infecciosos, estimulando a cicatrização, consequentemente diminuindo casos de amputações, tempo de internação hospitalar, gastos públicos e morbidade associados a feridas que não cicatrizam.

Em nível mundial é um tratamento bem estabelecido, comercializado e aprovado pela Food and Drug Administration (FDA). Mais de 20 países são adeptos. No Brasil, a aplicação em nível hospitalar tem sido focada para lesões crônicas de pacientes diabéticos - Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - HUOL EBSERH - UFRN em Natal, RN, contudo existem mais estudos em nosso país que ratificam a eficácia do tratamento de feridas através das larvas. No Rio Grande do Sul, tem-se junto ao Departamento de Microbiologia e Parasitologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), estudos referentes a esta temática. Há tratamento de animais internados sob atendimento no Hospital Veterinário.

Sob orientação da professora Patrícia Thyssen, Franciele tem trabalhado com intuito de promover a divulgação e aceitação da terapia larval. Embora a imagem cultural das larvas seja antítese de saúde e limpeza, o esclarecimento quanto aos benefícios deste tratamento supera a ultrapassada ideia do papel nocivo dos insetos para a saúde. “À medida que casos clínicos sejam desenvolvidos e demonstrem bons resultados em diferentes pacientes, a técnica poderá ser regulamentada no país para atender principalmente pacientes em locais onde os recursos disponíveis para o tratamento de feridas sejam limitado por recursos humanos e financeiros, sendo uma terapia simples, barata e eficaz”, finalizou a palestrante.

 
 
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